26 de maio de 2017

Não há pachorrinha!


Chatos. Cambada de gente chata que tem mais mau gosto que o raio. É isso que vocês são!
Já cá estou, contentinhos?!
Eu acho a coisa mais rançosa amorosa que vocês peçam mais posts, sério mesmo, mas pedirem regularidade por aqui... Pá, sejam ambiciosos e peçam logo que eu vá a Fátima de joelhos. Não sei, ponham a febrinha toda no assador de uma vez.
Não vos devia dizer nada para não saberem que me têm na mão, mas é verdade verdadinha que quase todos os dias tenho tentado escrever. Tenho uma mão cheia de rascunhos do lado de cá, na despensa que cheira a queijo, a azeitona e a rato, mas sempre que os releio a ver se posso pegar em alguma coisinha dali percebo que estão tão docinhos tão docinhos que o Hitler iria parecer um puto ingénuo ao pé da minha delicadeza.

Bom mas desta é que é. Já acendi uma velinha ao Senhor, aparei o buço e desencravei uma unha. As condições estão reunidas. Se não sair nada assim, não sai de mais maneira nenhuma.
Se há motivo pra andar ocupada a arrumar as existências (contabilidade, meu povo!) e parar pouco deste lado do balcão para ofender pessoas de graça, esse motivo é a falta de paciência.
A minha veia de camionista passou de uma coisinha humilde no dedão do pé para uma artéria e agora toda eu sou camionista.
A verdade é que os meus fregueses são retorcidos como a potassa. O copo de bagaço sempre foi pequeno e eles tanto vão enchendo que não tarda à distribuição de chapada à Lagardère.
Há o jumento amestrado que se senta sempre na esplanada mesmo que chuvisque. Claro que reclama ou porque está calor ou porque o tempo está embrulhado. E eu com isso! Ele que entre. Não. Não só fica lá fora a barafustar com este lindo ganso real que vos escreve como me pede que lhe vá virando as folhas do jornal da passada sexta. Do passado mês. A minha obrigação é passar um pano no balcão de 3 em 3 semanas, não é andar a tirar o cotão do umbigo de ninguém!
Depois deste que se acha patrão, temos o birrinhas. O birrinhas é o freguês mais assíduo do tasco. Fala que adora esta aguardente que arranha até ao intestino, que quando for grande quer montar um estabelecimento desta envergadura e que se tinha pensado matar com um alfinete de dama por 7 vezes antes de pousar as unhas aqui. É o milagre de Fátima em Cortelha.
Só que quando o vento está de leste amua. Amua mas amua a sério. Parece que estudou Amuanço Profissional para imbecis. Entra de trombas e sai de trombas.

Se alguém tem pachorra pra estes dois? Pá, talvez as suas santas mães que os pariram e agora que os aturem. Eu ainda não desovei nenhum ser vivo, portanto não há nenhum papel em tribunal que me obrigue a carregá-los às cavalitas. Sou fraca de perna e de vontade de gramar este frete.

Por mais que um gajo agrafe os cantos da boca às orelhas não temos de ser moldados, estilo plasticina, para comer e calar, para esperar que se solte o burrinho, para que se torne rotina arregaçar mangas e carregar as quantidades vergonhosas de esterco que este povo anda fazendo. Limpem eles, usem o bacio! 

Tá aqui uma pessoa escarafunchando na orelha com a unha do mindinho que orgulhosamente deixou crescer durante meses e vem esta malandragem desinquietar a carcaça velha mai linda dos arredores! Já vos disse que estou uma brasa? Minha nossa! Tenho 40 selfies iguais no telefone que não sou capaz de apagar! O ego está nestes modos. Tão inchadão que Marrocos já está à sombra. Dispersei.

Mas bom, é por causa desta canalha vadia que se acumulam os rascunhos, as ralações e as gorduras localizadas. Bom, as minhas localizam-se do pescoço pra baixo à largueza. É tudo à vontadinha, já não há decência. 
Para os mais distraídos, o jumento e o birrinhas não são personagens fictícias que me coçam as costas, são pessoas de xixa e osso. Só para não acharem que eu pirei e ando aqui à deriva nesta vida!
Portantos, entendam que isto não anda macio ao nível do humor nem das boas graças para vos animar a vida mas a promessa é de melhorar um bocadinho todos os dias. Poético, agora. Vamos com jeitinho, sugiram-me assuntos, contem-me se convivem de perto com um jumento ou um birrinhas ou melhor, como é que eu faço com que pareça... um acidente! ahahah
Voltaremos à emissão assim que for possível.

A taberneira cá do sítio.

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