1 de março de 2017

Dizem que cachaça é água...


O Carnaval é coisinha para ser a minha festividade favorita do ano. Não há cá as lembrancinhas do Natal nem os convidados pouco desejados das festas de aniversário ou ano novo. Não há fretes na sua essência. Sei que há imensa gente que não gosta da época e eu não compreendo muito bem mas aceito.
É a minha oportunidade de sair da minha personalidade e ser uma gazela, um marroquino ou uma banana. Concretizar sonhos, portanto! ahah
A foto acima foi a única que tirei nestes últimos dias e, conforme percebem, é registo de instastories. A indumentária tem para cima de dez anos. A minha mãe (que sempre me mimou tanto e tão bem!) adora desde sempre a minha artéria de foliona e de cada vez que eu precisava de mais um disfarce ela comprava-me 3. Sim, ainda tenho vestidos por estrear e ela deixou de me comprar destas coisas aí aos 17-18 anos. Ou é ou não é!

Desde o início do mês (fevereiro) que sempre que me convidavam para almoçar/jantar/tomar um copo eu vinha com o discurso decorado «Vamos a um sítio barato que é mês de Carnaval.». Não me lembro de ser de outra maneira. 
Este ano foi dos melhores de sempre. Numa cidade que vive isto com pompa e circunstância e inserida num grupo de foliões que me fizeram parecer um defunto junto àquela energia boa. Decorria o ano de mil nove oitenta e três quando eu proferi pela penúltima vez "Já são 4 da manhã?! Não quero ir já embora!". A última foi agora. Sinalzinho de que ainda me aguento. So proud

Quando estamos bem rodeados é logo tudo diferente. Eu, passadas poucas horas de conhecer a maioria das pessoas com quem estava, já me sentia à vontade para escarafunchar no aparelho com os dedos (#soudessas), estava perfeitamente confortável para ser bold, como todos eram sem receio. 
Pensei que ia ser giro mas que não me ia identificar assim tanto e a verdade é que me senti tão em casa com eles como já não sentia há muito tempo. 
E quando uma pessoa é composta por uma série de coisas que vocês não apreciam mas quando olham para ela não há nada, nem o mais pequeno detalhe, que não lhe gostem?! Bom mas isso já são contas de outro rosário. 

E já se passou mais um ano. Já se preparam ideias para o próximo porque esta gente não sossega, é incrível. Já se vai percebendo que a dor de estômago dura um diazinho inteiro e se for sorrateira ainda se escapa para o dia seguinte, que as olheiras ficam bem com o disfarce, que trabalhar 8 horas mascarado de palhaço triste, chegar a casa e vestir a farda de palhaço feliz é uma ginástica gira mas puxa pelo cabedal. E já se percebeu que não há idade para se brincar ao Carnaval. É disso que eu gosto!

MariaDaniela

3 comentários:

  1. Ainda vou viver um Carnaval à grande... Mas até ao momento não tenho sido pessoa para festejar muito essa época! Beijinhos*

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  2. Quero posts novos, cacete!

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    1. ahahah Se eu tiver capacidades esta semana escrevo qualquer coisinha!

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